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Notícias / Agricultura e Meio Ambiente / 02 de julho de 2020 às 08:53

Prefeitura auxilia na construção de lagoas em propriedades rurais

Estrutura é alternativa para armazenamento de dejetos de animais; neste ano sete foram escavadas gratuitamente por maquinário do Município

Lagoa para armazenamento de dejetos construído em propriedade rural de Vila Floresta.
Lagoa para armazenamento de dejetos construído em propriedade rural de Vila Floresta.

Dar destinação correta aos dejetos de animais, especialmente de suínos e bovinos. Esse é o objetivo das lagoas para armazenamento de biofertilizantes, estruturas instaladas em propriedades rurais que, além de tratar o material orgânico e proteger o meio ambiente, garante uma destinação economicamente inteligente aos dejetos, que são usados como fertilizante nas plantações de milho, pastagens e pomares cítricos.

 

Com baixo custo e com vários benefícios, estas estruturas estão cada vez mais presentes em Harmonia, graças ao apoio da Administração Municipal. Somente neste ano, sete lagoas foram escavadas por máquinas e operários da Prefeitura, gratuitamente. Por sua vez, o produtor fica encarregado de revestir com geomembrana pead 0,8 mm impermeabilizante (uma espécie de lona que impede que o líquido ‘contamine o lençol freático’) e cercá-las.

 

A iniciativa da Prefeitura também soluciona um antigo problema no campo, que é a impossibilidade da fertilização por máquinas em períodos chuvosos, pois os tratores e caminhões não conseguem entrar nas lavouras e pomares, já que na maioria das vezes ficam atolados. ‘Este modelo facilita a aplicação do dejeto suíno, além de possibilitar um material estabilizado e próximo aos pomares e lavouras, diminuindo assim os custos de transporte e, ao mesmo tempo, ter locais de armazenamento a mais para os produtores integrados, visto que em épocas de chuva, o solo não absorve suficientemente a quantidade de dejetos aplicados’, explica o secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, Renê Moscon. O Município através da pasta, além de orientar quanto à construção e manejo, também licencia as estruturas para que estejam em conformidade com a legislação ambiental.

 

Assim, o produtor integrado realiza o transporte dos dejetos até as lagoas, por sua vez, o receptor (produtor parceiro do criador) deixa o material armazenado pelo tempo que precisa e na época de adubar e irrigar os pomares e as lavouras, ele já tem o produto pronto, estabilizado (curtido) e próximo. Desta maneira, são aproveitados os nutrientes presentes nos dejetos tais como: nitrogênio: 2,2 kg/ m³, fósforo: 2,2 kg/ m³ e potássio: 1,5  kg/ m³. Além do uso, o Município subsidia dois reais por suíno alojado no sistema de integração e um real por leitão no sistema de creche. Os valores devem ser utilizados justamente para o custeio do transporte e destinação correta dos dejetos. Os incentivos estão previstos na Lei Municipal 1319/2018.

 

Somando as sete lagoas, a capacidade de armazenamento ultrapassa dois milhões de litros. Ali, o esterco passa por um processo de fermentação de no mínimo quatro meses. Somente após esse período, o material pode ser usado como fertilizante na agricultura. "Este é apenas um dos muitos trabalhos realizados pela Prefeitura em prol do setor produtivo, comprovando que o Município continua investindo, mesmo diante das crises provocadas pelo coronavírus (Covid-19) e pela estiagem", salienta Renê.

 

 Fotos: Anderson Machado/ C5 News Press

 

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