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Notícias / Assistência Social / 25 de novembro de 2021 às 11:33

Haitianos aprovam o programa ‘Harmonia Acolhe e Orienta’

Haitianos aprovam o programa ‘Harmonia Acolhe e Orienta’
Haitianos aprovam o programa ‘Harmonia Acolhe e Orienta’

Em novembro é comemorado o ‘Mês da Consciência Negra’ - ocasião dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. Em Harmonia, foi lançado em julho deste ano, o programa ‘Harmonia Acolhe e Orienta’, iniciativa que está tendo grande aceitação por parte dos haitianos que residem no município.

 

Com a proposta de facilitar a adaptação dos cerca de 110 imigrantes na comunidade, estão sendo realizadas oficinas para trabalhar a socialização e a convivência dos haitianos, grande parte deles, colaboradores da ESB do Brasil, empresa instalada no distrito industrial de Harmonia.

 

A iniciativa é da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Cras Auxiliadora, em parceria com as secretarias municipais de Educação, de Cultura e de Saúde, além da própria ESB e do escritório local da Emater. Com sede no Centro Comunitário Morro Azul e aulas semanais nas tardes de quarta-feira, o programa auxilia no aprendizado da Língua Portuguesa, promove orientações sobre direitos e deveres, valores, ética e princípios nos mais variados temas, como promoção da saúde, planejamento familiar, plantas medicinais e fitoterapia.

 

Djenie Desir, 30 anos, é só elogios à iniciativa. Moradora de Harmonia há alguns meses, ela reside no Brasil há três anos. Antes disso, passou por Chile e Argentina. ‘Andei muito por aí até chegar aqui, onde me sinto bem acolhida’, destaca. ‘Os encontros do grupo são muito bons para nós, porque ninguém sabe tudo. Quero aprender a falar cada vez melhor o português, além de querer saber o que eu posso fazer e o que não posso. Preciso saber os meus direitos e deveres como cidadã. Por isso, gosto muito de estar aqui e noto que as minhas amigas pensam o mesmo’, relata Djenie, que em dezembro viaja para o Haiti de férias para rever os pais e os filhos. ‘Mas é só para matar a saudade, depois eu volto para cá’, complementa.

 

Jimmytri Archelus, 37 anos, também considera o programa fundamental para a inserção dele e dos demais imigrantes na comunidade. ‘O Brasil é muito bom para o estrangeiro, aqui todo mundo é igual. Mas foi aqui em Harmonia que aprendi a falar bem o português, não sabia nem falar ‘bom dia’. Por isso, considero esse grupo muito bom. Os professores estão nos ajudando muito’, salienta Jimmytri.

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